3 de junho de 2011

A ARMADURA DE DEUS

Em Efésios 6.14-17, vemos que a armadura espiritual do cristão era composta de seis peças: o cinturão da verdade,  a couraça da justiça, as sandálias da preparação do evangelho da paz, o escudo da fé, o capacete da salvação e a espada do espírito.
Mas o que representam essas “peças”?
Quando o apostolo Paulo escreveu a carta aos irmãos em Éfeso, estava preso. Refletindo acerca das batalhas espirituias pelas quais passava, inspirou-se no texto profético em Isaias 59.16,17 e viu na armadura usada pelos soldados romanos uma ótima ilustração para a proteção do crente espiritualmente ligado a Cristo. Paulo usou cada peça da armadura espiritual para representar um atributo do caráter de Jesus, que deve ser achado em cada cristão para que ele tenha vitoria sobre mal.

O Cinturão da Verdade

O cinturão era uma faixa larga de couro, colocada em torno da cintura, para firmar as outras peças da armadura e sustentar a espada.
Igualmente a verdade, a revelação divina, é o fator de integração na vida do cristão. Ela o liga a Jesus – cuja justiça foi o cinto dos seus lombos, e a verdade, o cinto dos seus rins (Isaias 11.5) -, possibilita que ele pratique a Palavra de Deus e faça o uso dela para proteger-se do inimigo e atacá-lo, avançando para fazer a vontade de Deus.
Sem conhecer e praticar a verdade, o cristão fica desprotegido e torna-se um alvo fácil para o Diabo, o pai da mentira.

A Couraça da Justiça

A couraça se constituía de duas peças: uma frontal, que cobria o tórax; outra posterior, que cobria as costas. Esta peça protegia os órgãos vitais do corpo.
Quando Paulo falou em couraça da justiça, devia ter em mente a retidão, mas principalmente a justificação; a justiça imputada ao crente por Cristo, sem qual ele não é considerado justo diante de Deus e nem pode receber o Espírito Santo, o que faz pensar, sentir e agir com retidão, praticar a justiça.
Para vencer o cristão não pode confiar em sua própria justiça, e sim na justiça que vem de Deus pelo sacrifício de Jesus (2 Coríntios 5.21). Essa é a couraça que blinda o coração do cristão contra o pecado e as acusações do inimigo.

As “Sandálias” do Evangelho da Paz

As sandálias dos soldados romanos eram feitas de couro com cravos nas solas, para dar mais apoio aos pés na hora da batalha. Esta peça tinha a finalidade de proteger os pés do soldado, onde quer que ele fosse.
O Evangelho, as boas novas de salvação em Cristo, produz a paz – com Deus, consigo mesmo e com seu próximo – que funciona como uma proteção para o crente ao longo de toda a sua caminhada cristã e ajuda-o a avançar em sua missão de anunciar o Evangelho.
Somos embaixadores de Cristo e ministros do Evangelho, (Isaias 52.7), devemos anunciar e promover a paz.

O Escudo da Fé

O escudo usado pelo exercito romano tinha cerca de um metro e vinte de altura e sessenta centímetros de largura. As bordas dos escudo permitiam que os soldados encaixassem um no outro, e marchassem em linha de ataque contra os adversários.
Essa peça de defesa e de ataque representa a fé em Deus, que domina, controla e dirige todos os aspectos da vida do crente. A fé tem a capacidade de proteger o crente contra os “dardos inflamados” (mentiras, blasfêmias, acusações, desejos pecaminosos, duvidas), lançados pelo maligno para atingir-nos.

O Capacete da Salvação

O capacete romano era uma peça de couro grosso ou de metal, usada para proteger a cabeça do soldado dos golpes de espada e das flechas disparadas contra sua cabeça.
A salvação, uma expressão da graça divina, que só pode ser recebida mediante a fé em Deus e em Cristo, atua sobre a mente do cristão como um capacete que protege das mentiras e das artimanhas do Diabo.

A Espada do Espírito

A espada é uma arma de defesa e ataque.
A Palavra de Deus é a “espada do espírito”; é viva, e eficaz, e mais penetrante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até a divisão da alma, e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração (Hebreus 4.12). É a arma que Deus providenciou para o crente defender-se contra as investidas do inimigo; e deve ser bem manuseada pelo Espírito que habita no cristão, a fim de que produza vida, cura e separação do pecado.
Analisando a tentação de Jesus no deserto (Mateus 4), vemos que o Diabo conhece a Palavra de Deus, e pode atacar o crente com ela, tentando desvirtuá-lo pela aplicação errônea da verdade. Assim, não basta ao crente conhecer a Palavra, ela deve produzir o efeito proposto por Deus pela atuação do Espírito Santo na vida do crente.
Devemos estar em comunhão com Cristo, ter a Palavra arraigada bem no fundo do nosso coração e torná-la parte de nós, vivendo diariamente de acordo com ela.

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